O Rei Fantasma (pré-venda)

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Descrição

Nome: O Rei Fantasma
Autor: Coelho Neto
Categoria: romance/gótico
Páginas: 224
Formato: 14,5 x 21,5 cm, capa dura, pintura trilateral
ISBN: 978-65-84898-25-7
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Considerado por pesquisadores como um "livro perdido", o texto integral de O Rei Fantasma, de Coelho Neto, ficou por muito tempo inacessível à maior parte dos leitores, já que a obra nunca foi reeditada desde seu lançamento, em 1895.

Após 130 anos fora de circulação, um dos maiores tesouros da literatura gótica brasileira vem a público em resgate inédito e edição de luxo.

Publicado inicialmente em 1887, sob a forma de folhetim, no jornal O Paiz, o romance foi editado em livro apenas 9 anos depois pela Livraria Moderna, com várias modificações em relação à primeira versão. Na capa, constava o nome de Anselmo Ribas, um dos vários pseudônimos utilizados pelo autor na época.

Utilizando um recurso clássico da literatura gótica, Coelho Neto apresenta o romance como a tradução de um suposto manuscrito antigo, encontrado por um estudioso de artes ocultas e entregue a ele antes de morrer. A partir daí, a história apresenta o rei Amany, monarca da cidade de Ziar, no antigo Egito, cujo estado físico e mental se deteriora progressivamente conforme constata as injustiças existentes em seu reino e o enorme sofrimento da população. Cada vez mais paranoico e acreditando ser apenas um peão nas mãos dos sacerdotes, Amany presencia cenas brutais de assassinato e sacrifícios humanos para os deuses.

Quando um antigo mal surge no horizonte, ele decide que a única maneira de salvar seu povo é desafiando as tradições e os deuses, mesmo que para isso ele esteja... morto.

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HENRIQUE MAXIMIANO COELHO NETO nasceu em Caxias, no Maranhão, em 20 de fevereiro de 1864, e faleceu no Rio de Janeiro em 1934. Foi um cronista, contista, folclorista, romancista, crítico, teatrólogo, político e professor. Foi considerado o Príncipe dos Prosadores Brasileiros, numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho. Membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, escreveu mais de 120 livros, entre romances, contos, crônicas e teatro.

Autor mais lido e popular de sua época, teve sua obra traduzida para mais de 10 países e foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel de Literatura.

Coelho Neto participou de movimentos abolicionistas e foi um dos primeiros autores a manifestar preocupações ecológicas, escrevendo contra o desmatamento e as queimadas na Amazônia. Filho de uma indígena, foi um dos primeiros escritores a publicar histórias protagonizadas por personagens negros, indígenas e LGBTQ’s.

Apesar de sua grande popularidade (e talvez justamente por isso), foi atacado pelo Movimento Modernista no início do século XX, que o considerava “ultrapassado” e, portanto, uma ameaça para a renovação da Literatura Brasileira. Sendo pouco lido desde então, e caindo em verdadeiro ostracismo intelectual e literário, a maior parte de sua vastíssima obra se encontra esgotada há décadas. Por conta disso, seu nome, bem como sua história, estiveram ausentes da maioria dos livros didáticos e das referências escolares e acadêmicas durante décadas.